“Não tive as emoções do parto, mas tive muitas outras...”
Em meio a uma vida profissional ativa, como consultora de gestão da qualidade, Andréia Vargas Ribas, 34 anos, sorri aliviada e feliz depois de um 2010 cheio de desafios. No ano passado, ela realizou um sonho acalentado ao longo de cinco anos: conseguiu finalmente engravidar. Na clínica onde fez a fertilização in vitro, lhe recomendaram repouso. Andréia seguiu a recomendação e reduziu o ritmo de trabalho. A gestação estava indo bem, ela preparava os móveis e o quarto do bebê que ia chegar e estava feliz, curtindo o momento com o marido, Gustavo Rafael Mallmann.
“Eu estava no final de uma consultoria para uma empresa e iniciando outra, quando tudo aconteceu. Às 6h do dia 25 de setembro eu acordei com dor, mas não sabia que estava entrando em trabalho de parto, afinal estava com apenas cinco meses de gravidez”, conta Andréia. Às 9h da manhã daquele dia ela foi levada por seu pai para o Hospital Dom João Becker, com sangramento – não quis envolver o marido que estava mudando de emprego na ocasião. Transferida para o Hospital Moinhos de Vento, começava ali a luta para salvar seu bebê.
No Moinhos, que tem UTI Neonatal, ainda ficou em repouso para ver se seria possível prolongar um pouco mais a gestação. Não teve jeito. A cada contração que ela sentia, o coração dele batia mais fraco. Estava no limite entre o parto e o aborto. Os médicos avisaram que fariam todo o possível para salvar Brian, que tinha no máximo 6% de chances de sobreviver. No dia 26, depois de apenas cinco meses e três dias no útero de sua mamãe, ele nasceu de cesariana. Pesava 700 gramas e media 32 centímetros, mas continuava vivo. Três dias depois, seu peso baixou para 540 gramas e Andréia ficou desesperada. Um dia depois, ela teve alta e foi para casa sem seu bebê, que continuava a luta para sobreviver, apesar de tudo.
A dor da separação e a preocupação continuavam, mas pequenos progressos mantinham a esperança.
“Eu não tive as emoções do parto, mas tive muitas outras, como quando o Brian abriu os olhos, duas semanas depois da cesariana”, comemora Andréia. No começo, além da alimentação parenteral, o bebê recebia meio ml de leite materno por dia, dose que foi aumentando aos poucos. Os pais comemoravam cada pequeno avanço. Com 45 dias, Brian completou um quilo e a partir daí Andréia, que antes não queria nem fazer o enxoval, teve o entusiasmo revigorado. Outra vitória que ela sempre festejava era o tempo de ficar com o filho no colo, que começou com dez minutos e foi aumentando aos poucos. Foram três meses de luta, com o apoio da equipe carinhosa da UTI Neonatal, que fez de um período de crise um momento tranquilo, apesar das dificuldades e incertezas. Dia 28 de dezembro, Brian teve alta e finalmente foi para casa. Os desafios ainda não terminaram. Ele completou sete meses dia 26 de abril e estava sendo preparado para uma cirurgia a fim de corrigir uma anomalia cardíaca, mas Andréia já encara mais segura e tranquila qualquer dificuldade. A felicidade de ver seu bebê vivo e se desenvolvendo normalmente, vale todo e qualquer sacrifício.


Parabéns pelo presente que vocês receberam de Deus...é lindo ....maravilhoso...
ResponderExcluirQual clinica você fez a fertilização