segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mari Silva, 34 anos, mãe de nove filhos

Mari Silva, 34 anos, mãe de nove filhos


O sonho da maternidade, que acompanha a maioria das mulheres, está sujeito a fatores físicos, emocionais e até culturais para se tornar realidade. Quando vem acompanhado de muito amor, pode superar todas as barreiras. A gravataiense Mari Silva mal tinha 18 quando começou a dosar esses ingredientes, encontrou a fórmula certa e hoje é uma empresária e mãe bem sucedida de nove filhos. Apenas três saíram de seu útero, mas nem ela nem os demais enxergam essa diferença, porque junto com o marido, conseguiu criar os laços afetivos que faltavam e formar uma família feliz.


Nessa grande família, o amor vem superando ao longo dos anos as dificuldades para cuidar de tantas crianças. Com Roberto, Mari teve os filhos Graziely, hoje com 5 anos, Brenda, 9, e Michelle,15. Os outros vieram de quatro casamentos diferentes do marido. Ela foi acolhendo todos eles – Roberto Junior, Guilherme, Ketherline, Roberta, Nathan e Alisson – e dedicando a cada um o carinho necessário para que fosse se desenvolvendo, como uma planta no jardim bem cuidado.


Mari atribui o alicerce sólido que a família desfruta hoje à fé.
“Eu e o Roberto fomos para a Igreja e começamos a participar dos encontros de fé, que nos ajudaram a começar uma vida nova. O alicerce da nossa família é o temor de Deus”, conta ela sobre o reforço que a religião traz para o relacionamento do casal. Ambos participam de um grupo de crescimento a cada 15 dias e pelo menos uma vez por mês reúnem a família para conversar e organizar e a vida de todos.


Ela e Roberto também construíram o espaço físico para dar suporte ao seu sonho coletivo: a casa deles tem seis quartos e quatro banheiros. Os filhos ajudam a cuidar uns dos outros e também das contas de água e luz. Na cozinha, duas mesas, uma com dez lugares e outra com seis acomodam a família na hora das refeições.


Lavar roupas é uma tarefa para duas máquinas, de cinco a seis vezes por dia. Com tantos filhos, Mari ainda encontra tempo para cuidar de uma das empresas da família. Para dar conta do recado, conta com a ajuda indispensável da Stela, que considera uma segunda mãe de suas crianças. As tarefas da casa, também divididas entre todos, ajudam a colocar ordem onde poderia haver um verdadeiro caos doméstico.


À noite, quando a família volta a se reunir, Mari não cozinha. Um lanche reforçado e regado a muita conversa deixa mais tempo para ficar junto com os filhos. Assim, sob a batuta de uma mãe amorosa – mesmo quando precisa gritar – se criou um ambiente onde sobram abraços, palavras de carinho, sorrisos, brincadeiras, respeito, obediência, solidariedade. Não é uma situação perfeita, segundo Mari, mas ela ama seus filhos e seu marido e sua receita de felicidade faz com que os nove tenham uma mãe no mais amplo sentido da palavra. Algo para comemorar por muitos e muitos Dias das Mães.

Roberto: “Sou o pai mais feliz do mundo”



Quando fez suas escolhas ao longo da vida, depois de quatro casamentos que não deram certo, Roberto Menezes, 46 anos, nunca esperou que todos os seus filhos viessem morar com ele.


“Sou o pai mais feliz do mundo”, festeja ele, rodeado pelos filhos.
Movido por esse sentimento, Roberto vem encarando com bom humor e satisfação os desafios para manter uma família tão grande. Ele não economiza elogios para a esposa.
“A Mari é uma pessoa maravilhosa. É a mulher que todo homem gostaria de ter. Eu amo demais e agradeço a Deus por tê-la colocado no meu caminho”, derrete-se. O amor tem sido o combustível da vida do casal.


Roberto ri ao contar que para manter a família unida e proporcionar atividades de lazer, na hora de escolher o carro, comprou uma van de 17 lugares. É nela que todos saem juntos para passear. As despesas são grandes, mas os filhos dão uma ajuda controlando gastos com energia e água. Poucas coisas não são unanimidade neste mundo fantástico nutrido por Mari e Roberto.


“Toda a família é colorada, menos o Guilherme, que é gremista. Fazer o que? Nem tudo pode ser perfeito”, brinca ele.

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“Viver em uma família tão grande assim até que é fácil. Só precisa aprender a dividir”. Roberto, 18 anos.

“Difícil é ter privacidade. Sempre que eu sento ao lado da mãe ou do pai, vem todo mundo...”. Michele, 15 anos.

“Eu divido o quarto com o Nathan, ajudo ele a fazer os temas. O Alisson não dorme no mesmo quarto, mas também cuido dele”. Guilherme, 15 anos.

“Naquele ano, foi o único e o melhor presente de todos”


“Naquele ano, foi o único e o melhor presente de todos”



Nada flores, nem de cesta de café da manhã. Há 38 anos, no Dia das Mães, Neiva Machado Sobrinho, moradora de Viamão, teve como presente o primeiro de seus quatro filhos, Cristian.
“Naquele ano, ele foi o único e o melhor presente de todos”, derrete-se ela abraçada ao filho. Neiva era casada há pouco mais de um ano com Luiz de Medeiros, quando ele nasceu. Ela conta que na véspera do Dia das Mães, já havia notado sinais de que o guri nasceria logo. Ela estava bem tranquila, quando começaram as contrações, na madrugada de sábado para domingo.

Cristian nasceu às 22h daquela data especial. Como a jovem mãe não tinha dilatação suficiente, o parto foi por cesariana – mesmo método que se repetiu nas gestações seguintes.

Para Luiz o nascimento do filho foi importante, mas ele já tinha outros quatro, do primeiro casamento. Para ela, que tinha sido criada sem mãe desde os sete anos, passando dificuldades e sentindo falta da família, morando com parentes, a chegada do primeiro filho era um momento muito esperado. Agora tinha sua própria família e queria cuidar muito bem do seu menino e dos outros que com certeza viriam.

“Até os sete anos, o Cristian era o xodó do pai dele. Depois nasceram o Rodrigo, a Danielle e o William e aí ele teve que dividir todo o amor e a atenção que recebia antes”, conta ela orgulhosa de sua prole.

Por ter recebido este presente no Dia das Mães de 1973, Neiva diz que o nascimento de Cristian se tornou um marco em sua vida, embora o aniversário dele nem sempre caia na data que homenageia todas as mamães. Ela diz que sua felicidade hoje é completa com todos os quatro filhos que já lhe deram oito netos – cinco deles são do “presente”. Há 38 anos, ele chegou a este mundo em um dia ensolarado, muito bonito segundo Neiva, como deveriam ser todos os dias, de todas as mães.

Áurea Schmitt, 59 anos, mãe da Vitória, 3

“Gostaria de ter tido a Vitória aos 20 anos...”


A advogada e professora Áurea Schmitt é conhecida na cidade pelo trabalho social que sempre fez parte de sua vida. Foi fazendo isso que ela acabou realizando um sonho acalentado e amadurecido ao longo dos anos. Hoje, aos 59 anos, ela é mãe de Vitória, 3.
“Eu sempre gostei muito de criança. Fui professora e pensava em adotar, mas acabei não fazendo, por motivos profissionais e até porque queria um marido para que a criança tivesse um pai”, conta Áurea. A maternidade era algo tão importante para ela, que deixou um noivo porque ele não queria filhos.

Em 1997, com 44 anos, casou-se com o advogado Luís Carlos Cavalieri, que sempre a apoiou no sonho de ter filhos, tanto através de fertilização artificial – em três tentativas que falharam – quanto na adoção.
“Mesmo que a fertilização desse certo eu teria adotado, porque considero isso um privilégio”, destaca.

Com esse sentimento no coração tudo se encaminhou quase ao natural. O pai dela, Alberto, também costumava fazer trabalho social, ajudar pessoas. Aos 87 anos, ele pediu a ela que ajudasse uma família da qual ele vinha cuidando há algum tempo. Era um casal de idosos que cuidava da neta, recém-nascida. A mãe da criança era usuária de drogas e havia sumido, deixando-a com eles. Áurea aceitou a tarefa e passou a visitar a família.
“Eu ia lá todos os dias dar um colinho para o bebê. Parecia que eu sabia que ia ser minha”, conta ela com Vitória ao colo. Em 2008, o casal disse que estava enfrentando problemas de saúde e pediu que Áurea cuidasse do bebê, que estava com um mês e 12 dias. Ela aceitou, pediu a guarda e o levou para casa. Em setembro do mesmo ano, a Justiça homologou a adoção. Os colegas advogados dela acharam uma coragem e loucura na época. A resposta veio branda: nas festas de aniversário da filha, procurou por outros adotados e os convidou, como forma de divulgar a adoção. Hoje muitos dos colegas estão procurando crianças para adotar.

Além de Vitória, no mesmo ano Áurea ficou com a guarda de outra menina, Letícia, de 15 anos. Foi a maneira de zelar por ela, que vivia uma situação de risco. Mora com ela até hoje, assim como Nara, namorada de um sorinho seu. Ela também acolheu Fábio, atualmente com 33 anos, casado e residente no Litoral. Indagada se faria algo diferente ela responde:
“Gostaria de ter tido a Vitória aos 20 anos. Ela é muito companheira. Acho que íamos curtir muita coisa juntas”.

Nara Quadros Halfen, 44 anos, avó e mãe de Lalá (in memoriam)

“Ela foi a maior e a melhor escola de vida para mim”


O amor das mães por seus filhos, em geral, é tão grande que quando nascem os netos elas dão a eles um amor dez, cem, mil vezes maior. Talvez isso explique pelo menos parte da grande história vivida pela gravataiense Nara Quadros Halfen, 44 anos. Por quase sete anos ela se dedicou tanto à neta Laís Saraiva da Silva, que praticamente esqueceu de si mesma.
Lalá, como ela carinhosamente a chama até hoje, nasceu em 4 de outubro de 2003, depois de uma gestação normal de sua filha Fernanda Halfen Saraiva. O bebê passou da hora de nascer e ficaram 25 minutos sem oxigênio, mas ainda assim sobreviveu.

A sequela imediata foi paralisia cerebral e uma série de outras, entre as quais uma escoliose grave, que acabou comprometendo os poucos órgãos que ainda funcionavam. Segundo Nara, o atraso no nascimento foi um erro médico, que ela já conseguiu comprovar junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) e espera comprovar na Justiça. Na ocasião, os médicos deram apenas 24 horas de vida para Lalá, mas contrariando todas as expectativas, ela conseguiu superar este obstáculo. A mãe biológica do bebê era menor na época e como não conseguiu suportar a pressão de ter que cuidar de uma criança com tantos problemas, saiu de casa e foi morar em Canoas.
Daí em diante, com a guarda da neta, Nara virou mãe mais uma vez. Com Lalá nos braços, fez rifas e peregrinou pela cidade inteira em busca de ajuda para tratar seus problemas de saúde. Saiu até do emprego para cuidar só da neta.

“Ela tinha muita vontade de viver. Eu sabia que o potencial dela para isso era pequeno, mas resolvi fazer o máximo possível”, resume ela sobre a sua luta pela vida de Lalá. Em 2007, em busca do tratamento para resolver o problema de coluna da menina, esteve por dois meses em Brasília, no Hospital Sara Kubischeck, especializado em casos semelhantes. Só que depois de uma avaliação e exames, a cirurgia foi descartada porque Lalá tinha pouca idade para a intervenção.
Apesar de tudo, cheia de amor pela neta, continuou a cuidar dela. Talvez por essa dedicação toda, Lalá sobreviveu até os seis anos. Ela resistiu bravamente até 19 de agosto de 2010, quando deixou este mundo de dores. Em 4 de outubro, completaria sete anos. Deixou o coração de Nara cheio das boas lembranças que as duas travaram juntas e um vazio enorme, ao mesmo tempo, porque não teve como ficar. Nara fez o máximo que pode, e por isso, apesar da saudade se consola.

“A Lalá foi a maior e a melhor escola de vida para mim”, afirma Nara, que além dela tem os filhos Fernanda, 25 anos – hoje mãe de um filho e grávida de outro – Bruna, 20, e Rafael, 13. Para a mamãe Nara, Lalá foi a oportunidade de elevar a maternidade a mais sublime das expressões. Mais que isso, foi um curso intensivo, que transformou uma simples mãe em uma heroína. Humilde como toda mãe, ela acredita que apenas fez sua parte.  

Juliana Negrini Felício Hensel, 28 anos, mãe de Valentina

“Eu quero ter mais filhos, sim”


Ter filhos sempre foi um dos planos de Juliana Negrini Felício Hensel, 28 anos, mãe de Valentina. O que nunca tinha passado pela cabeça dela eram as dificuldades para realizar esse sonho tão comum no universo feminino. Casada com Dadier Luís Hensel, ela ficou grávida pela primeira vez em 2007. Tudo ia bem até que a gravidez foi interrompida, com 24 semanas, com o nascimento de Sofia, de parto normal, na Santa Casa. O sofrimento de Juliana foi grande. A filha tão esperada sobreviveu apenas 11 dias e partiu.

Muitas lágrimas e dois anos depois, Juliana conseguiu engravidar novamente. Desta vez, conseguiu ir até o fim da gestação, mas Jeovana nasceu em 30 de outubro de 2009, com Síndrome de Down. Segundo Juliana, exames anteriores já haviam apontado o problema, com possibilidade de aborto espontâneo. Contrariando o prognóstico, Jeovana nasceu bem e nunca ficou doente. A jovem mãe cercou seu bebê de amor e dedicação e continuou com seus planos de ter mais filhos. Assim, em 2010 ficou grávida novamente.

Juliana estava feliz porque sua pequena família estava crescendo, mas aí Jeovana ficou doente pela primeira vez. Teve uma bronquiolite e precisou ser internada no Hospital Moinhos de Vento. Nesse meio de tempo, Juliana também passou mal e foi internada às pressas. Em 22 de agosto, sua filha Valentina nasceu, também de parto normal, mas com apenas 25 semanas, repetindo o drama que Juliana tinha vivido três anos antes com Sofia. Dadier de uma hora para outra estava com as três mulheres de sua vida hospitalizadas. Foi um choque. Ele precisou deixar o emprego para cuidar delas. Tão logo se recuperou, Juliana se revezava com o marido no cuidado de suas duas meninas.

No meio de todo o sofrimento, o carinho da equipe da UTI Pediátrica e o convívio com outros pais que enfrentavam desafios semelhantes, ajudaram a enfrentar o período mais difícil da vida do casal. Evangélicos, eles também buscaram na fé a força para superar as dificuldades.

“Mesmo assim foi um baque para mim ver o tamanho da Valentina”, conta Juliana. Para completar, dia 10 de setembro, o estado de saúde de Jeovana piorou muito e ela faleceu. Com o coração em frangalhos e Valentina internada, foi preciso ainda mais força para continuar acreditando que ela ia conseguir sobreviver.
“De 22 de agosto a 13 de novembro, foi uma luta. A Jeovana está empurrando a Valentina. A gente pensava assim. Ela foi progredindo, cada dia um pouquinho, até que pudemos trazer ela para casa”, desabafa Juliana, agora aliviada. Nem por isso o retorno ao lar foi menos desafiador. No apartamento da família, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, tudo lembrava Jeovana, que já não estava mais com eles. Ao mesmo tempo, Valentina tinha chegado e precisava ser cuidada. Hoje ela está com oito meses e pesa seis quilos. Muito ativa, faz Juliana manter vivo seu sonho, apesar das tempestades enfrentadas para realizá-lo, Era como um recado de que a vida precisava continuar.

“Eu quero ter mais filhos, sim”, afirma Juliana em meio a um sorriso, enquanto amamenta Valentina, hoje seu melhor motivo para comemorar o Dia das Mães.

Andréia Vargas Ribas, 34 anos, mãe do Brian

“Não tive as emoções do parto, mas tive muitas outras...”


Em meio a uma vida profissional ativa, como consultora de gestão da qualidade, Andréia Vargas Ribas, 34 anos, sorri aliviada e feliz depois de um 2010 cheio de desafios. No ano passado, ela realizou um sonho acalentado ao longo de cinco anos: conseguiu finalmente engravidar. Na clínica onde fez a fertilização in vitro, lhe recomendaram repouso. Andréia seguiu a recomendação e reduziu o ritmo de trabalho. A gestação estava indo bem, ela preparava os móveis e o quarto do bebê que ia chegar e estava feliz, curtindo o momento com o marido, Gustavo Rafael Mallmann.

“Eu estava no final de uma consultoria para uma empresa e iniciando outra, quando tudo aconteceu. Às 6h do dia 25 de setembro eu acordei com dor, mas não sabia que estava entrando em trabalho de parto, afinal estava com apenas cinco meses de gravidez”, conta Andréia. Às 9h da manhã daquele dia ela foi levada por seu pai para o Hospital Dom João Becker, com sangramento – não quis envolver o marido que estava mudando de emprego na ocasião. Transferida para o Hospital Moinhos de Vento, começava ali a luta para salvar seu bebê.

No Moinhos, que tem UTI Neonatal, ainda ficou em repouso para ver se seria possível prolongar um pouco mais a gestação. Não teve jeito. A cada contração que ela sentia, o coração dele batia mais fraco. Estava no limite entre o parto e o aborto. Os médicos avisaram que fariam todo o possível para salvar Brian, que tinha no máximo 6% de chances de sobreviver. No dia 26, depois de apenas cinco meses e três dias no útero de sua mamãe, ele nasceu de cesariana. Pesava 700 gramas e media 32 centímetros, mas continuava vivo. Três dias depois, seu peso baixou para 540 gramas e Andréia ficou desesperada. Um dia depois, ela teve alta e foi para casa sem seu bebê, que continuava a luta para sobreviver, apesar de tudo.
A dor da separação e a preocupação continuavam, mas pequenos progressos mantinham a esperança.

“Eu não tive as emoções do parto, mas tive muitas outras, como quando o Brian abriu os olhos, duas semanas depois da cesariana”, comemora Andréia. No começo, além da alimentação parenteral, o bebê recebia meio ml de leite materno por dia, dose que foi aumentando aos poucos. Os pais comemoravam cada pequeno avanço. Com 45 dias, Brian completou um quilo e a partir daí Andréia, que antes não queria nem fazer o enxoval, teve o entusiasmo revigorado. Outra vitória que ela sempre festejava era o tempo de ficar com o filho no colo, que começou com dez minutos e foi aumentando aos poucos. Foram três meses de luta, com o apoio da equipe carinhosa da UTI Neonatal, que fez de um período de crise um momento tranquilo, apesar das dificuldades e incertezas. Dia 28 de dezembro, Brian teve alta e finalmente foi para casa. Os desafios ainda não terminaram. Ele completou sete meses dia 26 de abril e estava sendo preparado para uma cirurgia a fim de corrigir uma anomalia cardíaca, mas Andréia já encara mais segura e tranquila qualquer dificuldade. A felicidade de ver seu bebê vivo e se desenvolvendo normalmente, vale todo e qualquer sacrifício.